sexta-feira, novembro 30, 2007

Fatalidad! CCC Overture (23/11/07)

Com menos tuns e mais pás, com alguns sólidós pelo meio, foi mais ou menos assim a abertura do concerto no CCC.





Não conseguem ver muita coisa, mas garanto-vos que estava muito intimista e... digamos... quentinho também.

Mais em: www.qwentinband.blogspot.com

sábado, novembro 24, 2007

Open Your Heart


And when it hurts you know They love to tell you How they warned you They say dont be surprised At someones lies They think they taunt you But if you can stand the test You know your worst is better Than their best And so you stand here With the years ahead Potentially calling With open heart Or with a spirit dead You walk on Lies the reason Faith or treason Playing a part End concealing Try revealing Open your heart Dare to feel Take the chance Make the deal Being an island Shying from trying Seems the easy way Such an easy way But theres no future Without tears Lies the reason Faith or treason Playing a part End concealing Try revealing Open your heart But if you can stand the test you know your worst is better than their best lies the reason Faith or treason Playing a part End concealing Try revealing Open your heart

quarta-feira, novembro 21, 2007

PREMIÈRE! Foi mais ou menos assim no passado dia 15 de Novembro na Europa

PREMIÈRE!

A celebração aconteceu no passado dia 15 de Novembro, na Discoteca Europa, em Lisboa, numa das zonas mais cosmopolitas da capital (ah… Cais do Sodré…).

O pretexto foi, como se sabe, a apresentação do primeiro disco dos Qwentin, esse tal de “Première!”, ansioso por ver a luz do dia (e dos espaços comerciais, porque não dizê-lo abertamente?) há algum tempo.

As expectativas eram muito grandes, e, se as melhores previsões anteviam uma sala bem composta, logo após a abertura das portas pouco antes da meia-noite, o cenário passou de bem composto a cheio.

Os Qwentin entraram no “palco térreo” do Europa às 0:45 para a apresentação integral de “Première!” – tomava assim forma a abertura do 2º capítulo.

Quem lá esteve aplaudiu de forma entusiasta o primeiro passo do novo caminho agora iniciado pelos Qwentin.

O disco está nas lojas, as T-shirts andam por aí.

Resta agradecer a todos os que estiveram presentes nesta grande festa e mandar um grande “uder keniv!” a toda a equipa que contribuiu de forma directa para a realização deste espectáculo:


Daniel Makosch (Raging Planet)

Projecto Marginal

Discoteca Europa (Miguel & Hugo)

Eliana Correia (Vídeo)

Ricardo Costa (Som)

Alice Baleine (Bilheteira)

Paula Santos (Merchandising)

Carina Santos (Fotografia)

Silviis (Anfitriã)

Céu Maurício (Guarda-Roupa)

Marília Prada (Guarda-Roupa e Maquilhagem)

Sónia Brito (RP/Management)

David Marques

segunda-feira, novembro 05, 2007

Olá Jonny... 11 Anos Depois...



Tinha de escrever umas linhas antes de me deitar. Aqui ficam então...
Ao percorrer as páginas do myspace (agora que a promoção de Première! ganha mais ânimo), deparei com um velho "conhecido" dos idos de 90.
Jonny Polonsky foi apadrinhado por Frank Black na sua estreia com "Hi, my name is Jonny", em 1996. A sonoridade do disco transporta o cheiro melódico de "Teenager of the Year" de Black, editado dois anos antes.
Mas, o que me surpreendeu na página de Polonsky - do qual, devo dizer, não tinha notícias há uns anos (consta que gravou um disco mais limpo e limado com Josh Freese dos APC na bateria e mais recentemente trabalhou com Mayanard James Keenan dos Tool) - foi a versão de In Bloom dos Nirvana, retirada do sinlge "Love Lovely Love" do supracitado "Hi, my name is Jonny".
Polonsky conseguiu a pequena proeza de descontextualizar - talvez mesmo desconstruir - o tema original da sua essência crua e dura, deixando-lhe apenas a textura melódica, e torná-lo num pastiche entre os Beatles, os Beach Boys e a tradição country folk norte-americana dos anos 60. Se quisesse ser radical diria que Polonsky matou o grunge subtilmente, com uma calma gentil e desarmante.
Os Soudgarden lançavam o canto do cisne, "Down on the Upside", os Stone Temple Pilots davam uma reviravolta estética na sonoridade com "Tiny Music... Songs from the Vatican Gift Shop" e os Pearl Jam avançavam para a experiência indie com "No Code".
Paradoxalmente a originalidade da versão de Polonsky está no facto de ser isso mesmo: uma versão. Se fosse um tema da sua autoria andaria por aí perdido sem que ninguém lhe ligasse nenhuma. Assim, pelo menos, mereceu estas breves linhas mesmo antes de me ir deitar.
Obrigado Jonny e até qualquer dia.

http://www.myspace.com/jonnypolonsky



sábado, novembro 03, 2007

Qwentin, o lançamento de Première!


E finalmente Première! apresta-se a ver a luz do dia. Os Qwentin irão ver sair o seu primeiro disco no próximo dia 15 de Novembro (lojas e on-line). Nessa mesma noite acontecerá a festa de lançamento do disco na discoteca Europa em Lisboa (Cais do Sodré), numa parceria entre Qwentin Labs, Raging Planet, Projecto Marginal e Discoteca Europa. O concerto está marcado para as 23:59.


Apresentando agora o disco, “Première!” traz 12 músicas/curtas-metragens, narradas em castelhano, inglês, francês, italiano, português, holandês e esperanto. São 12 histórias psi-fi que desconstroem os clichés do dia-a-dia e exploram o sabor desconhecido – essa última fronteira que começa na ponta dos nossos narizes.
Primeiro estranha-se. Depois, estranha-se ainda mais. E descobre-se, nessa estranheza, o conforto da familiaridade.
Produzido por Daniel Cardoso (Head Control System), “Première!” conta com a colaboração especial de Rui Duarte (Ramp) no tema “Mind (the) Thieves” e chegará às lojas através da Raging Planet (http://www.ragingplanet.web.pt/) e da Compact Records.

Alinhamento: 01. Fatalidad! 02. Casualty Friday 03. Il Commence Ici 04. trailer de "Aqui." 05. Uomo-Tutto 06. Jornalisma 07. intervalo 08. Tweestrijd 09. Aqui. 10. N.F.O. Kronikoj 11. Mind (the) Thieves 12. Terrier


12 dias, 12 músicas. Em jeito de antecipação, as 12 músicas de "Première!" serão disponibilizadas on-line, uma por dia, a partir das 00:00 do dia 3 de Novembro. Começou a contagem final...
(Os temas estarão disponíveis em:

www.myspace.com/qwentin

www.soundclick.com/qwentin

www.cqfd.com/qwentin

www.mp3.com/qwentin

www.agaragem.com/1/bandas/banda.php?id=322

www.palcoprincipal.pt/qwentin www.bebo.com/qwentinband

http://www.ijigg.com/search?s=qwentin )


P.S.:

Actuações de Qwentin confirmadas:

15 de Novembro - Discoteca Europa (Lisboa)
23 de Novembro - Centro Cultural do Cartaxo (Cartaxo)
8 de Dezembro - Som Líquido (Tavira); 1ª parte de Guernica Havoc
9 de Dezembro - Fnac da Guia (Guia - Algarve)

Actualizações em:

www.myspace.com/qwentin









terça-feira, outubro 30, 2007

Das Abóboras às Castanhas Regadas


A importação veio para ficar. O Carnaval Negro tem honras no calendário português e já ombreia com outra data de valores e simbologia bem diferentes - o Dia de S. Valentim. E, no meio de tudo isto onde fica o Dia de Finados ou de Todos os Santos? Isso era com as nossas avós e a verdade é que a romaria aos cemitérios (que ainda assim tem mais de simbólico do que propriamente de apropriação de uma memória passada) vai dando lugar às vestimentas negras próprias de um regalado Dia das Bruxas ou, para ser mais cool, de um Halloween - à portuguesa, claro está.

Com o Verão de S. Martinho à porta e o Natal a aproxirmar-se desenfreadamente, é altura de deixar as abóroras iluminadas de parte e preparar as castanhas, a jeropiga e o braseiro lá de casa, enquanto passeio os ouvidos por diferentes latitudes:
  • Animal Collective - Peacebone (Strawberry Jam, 2007)
  • Jim Black & AlasNoAxis - AloeEvra (Splay, 2002)
  • Humanos/António Variações - A Culpa é da Vontade (Humanos Ao Vivo, 2006)
  • Elvis Costello - Oliver's Army (Armed Forces, 1979)
  • R.E.M. - E-Bow the Letter (New Adventures In Hi-Fi, 1996)


quinta-feira, outubro 25, 2007

Adieu Raven

Paul Raven, mais conhecido como baixista dos Killing Joke, faleceu no passado dia 20 de Outubro.
Raven fez a última digressão com os Ministry, tendo mesmo participado na gravação do último disco da banda, "The Last Sucker".
Para além dos Killing Joke, Raven fez parte ainda de outros projectos mormente ligados ao metal e ao industrial. Exemplos disso são os Prong, com os quais gravou dois discos nos anos noventa, os Godflesh, os Pigface, os Treponem Pal (banda francesa com quem estava a colaborar em Genebra, mesmo antes de falecer), entre muitos outros.

Para recordar ficam discos como:

Fire Dances - Killing Joke
Fook - Pigface
Cleansing - Prong
Killing Joke (2003) - Killing Joke
Last Sucker - Ministry
Rude Awakening - Prong
Hosannas from the Basement of Hell - Killing Joke


quinta-feira, outubro 18, 2007

Solta o Kurt que há em ti!



Apresso-me a entrar no Santiago Alquimista, depois de uma complicada manobra para (des)arrumar o carro.
A srª (menina) da entrada diz-me que o autor já vai na terceira canção. O ambiente é pontuado por notas suaves e, ao descer as escadas deparo com uma sala sentada e contemplativa.
O sr. que se faz ouvir delicadamente tem um estendal com molas à sua frente, onde vai prendendo desordenamente as canções que um dia lhe saíram da alma e que agora, diante de nós, vai tocando em versão lo-fi intimista.
Por entre novas composições e clássicos da banda que lidera há cerca de 13 ou 14 anos, Kurt vai interagindo timidamente com o público - mais preocupado em ouvir atentamente as canções do que manifestar o apreço desmedido em forma de gritos, assobios e aplausos infindáveis.
"My Blue Wave" e "Is a Woman", acompanham a minha terceira cerveja e revestem-me o espírito de nostalgia. "Up with People" satisfaz os melómanos.
Não foi o Santiago que o trouxe até nós, foi ele que nos levou numa viagem a Nashville, até ao alpendre da sua casa, onde um dia começou a compor, depois de longas horas de trabalho a assentar ladrilhos.
Brinda-nos com duas horas e um quarto de concerto e despede-se saindo para junto do público, que vai cumprimentando até subir as escadas da sala lisboeta. Estendo-lhe a mão que me aperta agradecendo-me. Sussurro-lhe ao ouvido: "Beers before the Barbican", uma das canções que gostaria de ter ouvido nessa noite. Ele ri-se e segue caminho. Provavelmente terá ficado no estendal lá de casa a secar, pronta para ser tocada numa das próximas datas da digressão.
Houve um crítico que disse ter sido este um concerto monótono que serviu para o autor ensaiar as novas músicas. Se assim foi, podes vir cá ensaiar as vezes que quiseres, Kurt.

A noite prosseguiu com uma pequena sessão de autógrafos improvisada junto ao balcão de entrada do Santiago, onde consegui uma assinatura no bilhete que me preparo para estender junto dos lençóis e toalhas acabadinhos de sair da máquina de fazer (boas) canções.

terça-feira, outubro 09, 2007

Fé Psicadélica


The Monks

Injectem-me doses infindáveis de cafeína enquanto oiço a valsa desalinhada dos Holy Modal Rounders.

Nos 60 já vou em 2014 e a roda promete não parar.
Em breve quebra-se o silêncio e recomeça a marcha em busca de sonhos distantes que embatem na fé e rodopiam em eterna e original loopização, assim como as notas que pontuam o ar andaluz desta Primavera.


segunda-feira, outubro 08, 2007

O Première passo


Première. Assim se intitula o disco de estreia dos Qwentin.
Fontes próximas garantem que o lançamento do mesmo está para muito breve.
Para já fica o aperitivo no meu espaço de Qwentin: N.F.O. Kronikoj.

www.myspace.com/qwentin

sexta-feira, outubro 05, 2007

Tight Black Rubber - Dois para Uma


Ainda antes da saída do clip oficial alguém se lembrou de fazer um vídeo amador para a música de Black Francis.


Agora escolham.

Tight Black Rubber - Macacagem



Tight Black Rubber - Oficial








pollsQual dos vídeos preferes?
O oficial
O da macacagem



quarta-feira, setembro 26, 2007

Trailer "Spring 07"

Aqui fica o aperitivo para a curta-metragem "Spring 07" a sair informalmente lá para o Natal deste ano.
Espero feedback da vossa parte.


segunda-feira, setembro 24, 2007

MARAVILHOSA BILLI

Apresento-vos um clip genial, para uma música não menos genial.

quinta-feira, setembro 20, 2007

Bárány goes shopping... blowing the outside world

Foto tirada por ?

Bárány Qwentinsson, o músico de Qwentin, decidiu parar o seu périplo pelo mundo e assentou arraiais em Trinidad & Tobago.
De momento encontra-se em Portugal para tocar com os seus companheiros de outras latitudes no próximo dia 22 de Setembro. Depois de ter gasto uma quantidade monetária considerável em material para o projecto, Bárány confessou a um amigo que está cansado do mundo "asqueroso" que o rodeia. Foi mesmo esta a expressão usada pelo músico que pondera mesmo uma retirada da vida musical e em última instância da vida terrena: "Se possível para outra galáxia!", disse em tom de desabafo. A fonte que nos deu estas informações pediu confidencialidade, pois não quer ver comprometida a sua amizade com o músico.

Esperemos para ver qual o futuro de Bárány.



sexta-feira, setembro 14, 2007

segunda-feira, setembro 10, 2007

A melhor novela de todos os tempos em 29 capítulos


Ontem acabei de ver a melhor série de TV de todos os tempos.
Twin Peaks é tudo aquilo que não queremos que seja.
A ver se me faço entender.
David Lynch há muito que deixou as franjas do cinema underground, para se estabilizar como realizador de culto, amado por muitos e - convenhamos - pouco desprezado, quer pelo público quer pela crítica. Paradoxo à parte, Lynch é um realizador consensual (ou quase) que realiza filmes não consensuais (tome-se como exemplo o último INLAND EMPIRE).
Tão simples quanto isto: quem não gosta de Lynch não diz que o odeia, diz apenas que não vai à bola com a sua estética cinematográfica. Enquanto realizador é um falso diplomata. Consegue enganar-nos com as aparentes estórias triviais e deixa-nos envolver nas experiências sensoriais que as imagens transmitem aos nossos neurónios. Depois tira-nos o bolo. A maioria não ficará agradada com este roubo consentido de Lynch, outros, como eu, ficarão agradecidos por lhes tirarem a guloseima que tantas calorias iria injectar nas nossas retinas.
Twin Peaks é a novela (soap) mais atípica de todos os tempos.

Dividida em duas temporadas (a primeira com sete episódios e a segunda com vinte e dois), a novela gira em torno de um suposto crime cometido numa pacata cidade no norte dos E.U.A.

Não vou repisar o que provavelmente já todos sabem: Quem matou Laura Palmer?

A primeira temporada é genial. As personagens estão brilhantemente modeladas, a direcção de actores é fantástica e, tal como nos seus filmes, nada é conclusivo do ponto de vista da construção dramática do argumento. Antevia-se uma segunda temporada. As pessoas gostam que lhes fechem o espaço mental, gostam de resposta para as questões.

A magia do cinema e, cada vez mais da TV, é que as respostas às questões não precisam de ser dadas. Existe um espaço aberto que o realizador ou o argumentista deixa ao critério do espectador. Nesse espaço existe liberdade para fazer toda a espécie de conjecturas, deambulações mentais ou simplesmente adormecer.

A primeira temporada deixa um espaço exagerademente obeso para as mais diversas ramificações especulativas. A segunda temporada responde à questão que todos queriam saber e que aparentemente parece ser o centro nevrálgico do drama.
Com o passar dos episódios da segunda temporada, nota-se que Lynch deixou uma margem maior de liberdade criativa aos realizadores. Talvez se tenha chateado com o facto de que a tão ansiada resposta tenha sido dada a meio da série.
Desprendeu-se.
Nota-se depois que a linha narrativa vai sendo construída quase ao discorrer das imagens. Uma ideia leva a outra, uma personagem conduz ao aparecimento de outra. E assim, a meio da série a quantidade de estórias dentro da
plotline principal é enorme. O sonho é anarquicamente organizado. As estórias embrulham-se, cruzam-se perceptivelmente. E depois, no final, Lynch filtra tudo e dá-nos o tal espaço. Tira-nos do labirinto novelesco que até aí havia sido criado e introduz-nos no espaço hábil de sonho negro, pontuado aqui e acolá de contornos oníricos - Annie e Cooper como exemplo maior.
Não conclui, não constrói um edíficio sólido, mas sim uma casinha de lego, daquelas que podemos desmontar e voltar a construir de acordo com o nosso estado de espírito.
Mas é apenas uma novela... Daquelas que eu gosto, daquelas que a Globo nunca iria comprar.
Graças a dEUS.

quinta-feira, setembro 06, 2007

Hype: Qwentin ao vivo no Cartaxo, 22 de Setembro


Os Qwentin estão de regresso aos concertos quase um ano após a última actuação ao vivo em Portalegre no já distante dia 26 de Setembro de 2006.
No entretanto a banda esteve em estúdio a gravar o seu primeiro disco e a encetar a árdua tarefa burocrática que medeia o processo de finalização do disco até à sua entrada nas lojas de música.
Os astros parece que finalmente se estão a alinhar a favor dos Qwentin e, se tudo correr como previsto o álbum estará nas lojas já em Outubro.
Para já as atenções viram-se para esta pré-apresentação de Prémiere na cidade natal de todos os membros que compõem os Qwentin.
O concerto acontece na sequência de um convite da Câmara Municipal do Cartaxo que fez questão de ter os Qwentin a fechar a noite de Sábado no Fim-de-Semana da Juventude a realizar entre 21 e 23 de Setembro.
A actuação terá lugar na Quinta das Pratas, Sábado dia 22 de Setembro a partir das 22h.

No dia 21 subirão ao palco os Defying Control, conterrâneos de outras linguagens com disco já lançado em Portugal e afins europeus.

terça-feira, setembro 04, 2007

Anima Boo

Esta é uma notícia curiosa, especialmente porque volta a falar de uma das mais importantes bandas britânicas dos anos 90, injustamente esquecida após a separação.

Um psicólogo elaborou uma fórmula matemática para determinar a música mais «animadora» de todos os tempos. O tema escolhido foi «Wake Up Boo», dos britânicos Boo Radleys.


O psicólogo Tomas Chamorro-Premuzic, professor na Universidade Goldsmiths, afirma que a fórmula permite determinar até que ponto um tema é animador.

A fórmula é: P + Pos + T + BPM + I x S. O P representa a altura do som (pitch), o Pos indica a percentagem de alusões positivas na letra, o T é o tom, BPM são as batidas por minuto, o I representa as imagens associadas à música e o S é o nível de serotonina, um neurotransmissor associado ao bem-estar.

Recorrendo à fórmula, Chamorro-Premuzic estabeleceu o seguinte Top 10 de músicas animadoras:

1 Boo Radleys - Wake Up Boo!
2 Beach Boys - Good Vibrations
3 Jackson 5 - I Want You Back
4 Beatles - Here Comes The Sun
5 Madonna - Holiday
6 Van Morrison - Brown Eyed Girl
7 The Foundations - Build Me Up Buttercup
8 Michael Jackson - Wanna Be Starting Something
9 John Paul Young - Love Is In The Air
10 The Darkness - I Believe In A Thing Called Love

Fonte: www.discodigital.pt


terça-feira, agosto 28, 2007

Mini Galeria de bateristas

ROCK ON (é cromo, mas faz bem de vez em quando)


Bonham, Lovering, Cameron, Grohl, Irons e Chamberlin em amena cavaqueira.
































sexta-feira, agosto 24, 2007

O Massacre no Texas não se esgota nas imagens

Pronto... Tenho mesmo que falar do filme.
Há uns dias atrás propus-me encetar a hercúlea tarefa de ver um dos mais propalados filmes de terror de todos os tempos: The Texas Chain Saw Massacre. Acreditem: há muito tempo que era um daqueles filmes que me estava aqui atravessado, com a gula de passar pela retina, mas empenhado em embirrar num qualquer contratempo ou, mais provavelmente, imiscuir-se num cantinho recôndito da minha mente, onde acabou sempre por ser esquecido... até... há uns dias atrás.
Numa primeira leitura, ainda a quente, TTCSM (vou abreviar porque senão perco metade do tempo e do espaço do post a escrever o nome completo do filme), pareceu-me completamente vazio. Vazio no sentido em que o argumento em que se molda para construir o filme propriamente dito é falaciosamente básico. Em termos mais simples e actuais, aparentemente TTCSM não dá que pensar. Dirá talvez quem o vir hoje: "Epá, é o mesmo de sempre: uns quantos jovens numa viagem, uns psicopatas, mortos e algum sangue". A diferença está no facto de ter sido rodado em 1973, quando todos os disinspirados blockbusters que de uma forma ou de outra buscaram influências no clássico de 74 ainda não tinham saído das bobines onde sempre deviam ter ficado. Falo de "coisas" como A Casa de Cera, A Casa dos 1001 Cadáveres ou mesmo dos remakes de The Texas Chain Saw Massacre de 2003 e 2006.
Tobe Hooper foi o primeiro realizador a levar a cabo a tarefa de realizar um filme centrado apenas e só na violência, sem recurso às modernas paródias e truques de suspense. Mais ainda, Hooper propõs-se fazer um filme onde a violência extrema é única e exclusivamente de cariz humano, coisa que até aí havia sido explorada apenas de forma muito leve por Hitchock, em filmes como Psico (onde Hooper se inspirou para TTCSM) e em Pássaros.
Ora, se para um purista do cinema actual, um filme deve ser mais do que mero produto de entretenimento, TTCSM é um dos primeiros do género engavetado dos Horror Movies que deixa várias questões interessantes no ar: qual a razão da violência por si só? Qual a origem dos sentimentos que perpetuam a violência humana? Que segredos encerra a perversa mente humana, que consegue congeminar os planos mais malévolos para simplesmente torturar e matar?
Estas são questões a que o filme não responde, com toda a legitimidade. Por quererem responder a estas e outras questões, é que as sequelas dos clássicos são, na sua maioria, lixo cinematográfico.
TTCSM não esclarece nada. Vive apenas de uma pequena road-trip (importante para contextualizar o desenrolar das acções seguintes), de perseguições de moto-serra em punho e de actos de violência puros, com vicíos canibalistas à mistura (olá Hannibal Lecter). E é por não viver dos pequenos recursos e truques de suspense tão caros aos blockbusters do género de hoje em dia e de que falei algumas linhas acima, que o filme se torna tão real e deixa marcas na retina dos espectadores. É por recorrer às palhaçadas e a esses mesmos truques que "As casas de cera e dos 1001 cadáveres", se tornam eles próprios em pálidas caricaturas das influências de que nunca se deveriam ter apropriado.
Este discorrer teclístico teria ainda muito que contar, mas como normalmente nos filmes que me marcam ficam sempre imagens impagáveis, deixo-vos com uma entrevista e com uma aferição curiosa que retirei depois de recordar a cena final de TTCSM. Para quem já viu 2001-Odisseia no Espaço e está recordado da cena inicial - que interpretei como a metáfora da criação humana na famosa cena dos macacos geneticamente imbuídos do futuro espírito humano-, verá no final de TTCSM uma cena que, na minha perspectiva, é o estado último desse provável primeiro esboço da criação humana segundo Kubrick.
Uma das melhores cenas de cinema de todos os tempos, com recurso a um homem, uma moto-serra e movimentos endiabrados sob um pôr-do-sol que augurava um calor inhumano.
Preparem-se para sequências infindáveis de gritaria ensurdecedora.